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Na Ausência do Amor
Quando o amor está ausente dentro e fora, a
solidariedade torna-se uma semente esquecida, trancada num solo endurecido pelo
egoísmo, pelo medo ou pela indiferença. O ser humano, ao perder o contato com o
amor que sustenta e une todas as coisas, tende a se isolar em si mesmo,
construindo muros ao invés de pontes.
Sem amor, a percepção do outro como extensão do próprio ser se desfaz. O
sofrimento alheio deixa de tocar, e a dor do mundo passa a parecer distante ou
irrelevante. Aos poucos, instala-se uma insensibilidade espiritual, onde
a vida se resume à busca pessoal por conforto, controle ou reconhecimento.
Neste cenário, o indivíduo corre o risco de se tornar emocionalmente
empobrecido, espiritualmente estagnado e eticamente enfraquecido. Ele pode
até parecer "funcionar bem" externamente, mas internamente estará distante de
sua própria essência — que é naturalmente compassiva e fraterna.
A ausência da solidariedade é também a ausência da escuta verdadeira, da
disposição de partilhar, do impulso de acudir.
E esse vazio pode gerar um sentimento de desconexão profunda, uma solidão
que nenhuma companhia preenche, pois não se trata de ausência de pessoas, mas de
ausência de vínculos verdadeiros.
A alma que deixa de exercitar a solidariedade atrofia sua capacidade de amar.
E o mundo, diante de tantos corações fechados, torna-se mais frio, mais áspero,
mais silencioso em esperança.
Fonte: ChatGPT |
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