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Na Ausência do Amor
Quando o Amor está ausente no campo da Justiça, ela perde sua essência e se
transforma numa força dura, fria, punitiva ou até mesmo destrutiva. A Justiça
sem Amor deixa de ser Justiça — torna-se julgamento implacável, autoritarismo ou
vingança mascarada de retidão.
Para dentro, o indivíduo pode desenvolver uma rigidez interior cruel consigo
mesmo, cobrando-se com severidade desmedida ou negando-se o direito ao perdão e
à restauração. Surge então um senso de justiça distorcido, baseado na culpa, na
vergonha ou no autocastigo, que aprisiona a alma em sentimentos de inadequação e
indignidade.
Para fora, a ausência de Amor na Justiça leva ao endurecimento do olhar. As
relações tornam-se dominadas por regras desumanas, por julgamentos precipitados,
por exclusões e por discursos que ferem em vez de curar. A empatia é sufocada
pela frieza do “certo” e “errado” sem contexto, e a compaixão dá lugar ao
orgulho de “estar com a razão”. A Justiça, nesse estado, torna-se uma espada que
separa, ao invés de uma ponte que une.
Na ausência de Amor, o senso de Justiça pode ser sequestrado por interesses
egoístas, ideologias inflexíveis ou sentimentos de superioridade. E assim, em
vez de promover a cura do mundo, promove ainda mais feridas.
Mas quando o Amor retorna, ele humaniza o conceito de Justiça. Ele convida à
escuta, ao equilíbrio e à restauração — e nos ensina que não há verdadeira
Justiça sem a presença da Misericórdia.
Fonte: ChatGPT |
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