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Na Ausência do Amor
Quando o amor se ausenta, tanto dentro quanto
fora do ser, a generosidade se torna rarefeita, quase impossível. O coração, ao
não experimentar o calor da bondade nem para si nem para o outro, enrijece. Em
vez de fluxo, instala-se o medo da escassez. Em vez de entrega, impera o apego.
Por dentro, a ausência de generosidade se traduz em autojulgamentos implacáveis,
em exigências severas, em uma espécie de prisão emocional onde o indivíduo se
sente indigno de descanso, de erro, de acolhimento. A alma vai se retraindo,
esquecendo que também merece compaixão.
Por fora, manifesta-se como indiferença, fechamento, egoísmo ou até frieza. A
pessoa, por não se sentir preenchida, passa a defender seus limites como quem
teme ser invadido, e não como quem deseja compartilhar. O outro se torna ameaça
ou peso, e não espelho ou irmão.
Nesse cenário, a vida perde parte de sua beleza, pois aquilo que realmente une
os seres — a capacidade de doar-se e de abrir-se ao outro — fica adormecido. Sem
generosidade, o mundo se torna mais solitário e o coração, mais árido.
Contudo, mesmo nesse estado, a alma conserva uma centelha que anseia por se
reconectar ao amor. E basta um pequeno gesto, uma mínima abertura, para que o
fluxo da generosidade volte a brotar — como fonte que nunca seca, apenas aguarda
ser redescoberta.
Fonte: ChatGPT |
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