|
|
Na Ausência do Amor
Quando o Amor não habita o coração — nem em
direção a si mesmo, nem ao próximo — o altruísmo se torna uma ideia distante, um
eco abafado daquilo que poderia ser. Nesse vazio, o indivíduo pode se fechar em
torno de si, mergulhando em uma visão estreita da existência, onde o outro é
visto como ameaça, competição ou peso.
A ausência do altruísmo abre espaço para a indiferença, para a frieza afetiva e
para um tipo de solidão interior que não nasce da falta de companhia, mas da
falta de conexão. Torna-se difícil encontrar sentido na vida quando ela gira
apenas em torno do "eu". A alma, privada do ato de se doar, atrofia em sua
capacidade de amar, pois aquilo que não se exercita, adormece.
Além disso, o ser que não encontra amor nem dentro, nem fora, perde a referência
da beleza do vínculo verdadeiro. Ele pode se tornar excessivamente autocentrado,
defensivo, ressentido — e sua presença no mundo não é uma fonte, mas uma ânsia
constante por receber o que não se está disposto a dar.
A ausência do altruísmo não empobrece apenas o mundo ao redor,
mas empobrece o próprio espírito que, ao negar-se à doação, se nega à própria
expansão.
Fonte: ChatGPT |
|